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COE é opção para apostar no dólar sem perder principal

11 janeiro 2016

Diante das incertezas sobre o comportamento do dólar, os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) surgem como opção para apostar na alta da moeda sem correr o risco de perder o principal caso a moeda ande na contramão. Visíveis há apenas dois anos na galeria de ativos de grandes bancos frequentada exclusivamente por investidores de altíssima renda, eles entram agora em uma fase um pouco menos elitizada. Desde outubro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a permitir a oferta pública desses produtos, para o público do varejo.

O COE é muito similar a um fundo de capital protegido, mas com maior eficiência de custos. São estruturas que buscam traduzir em ganhos perspectivas de curto prazo para o mercado, por meio de derivativos reunidos em único papel, emitido por um banco. É possível criar estruturas com ou sem proteção do capital. O Santander largou na frente e já oferece aos clientes Select certificados a partir de R$ 15 mil.

Mesmo nas sombras, o crescimento dos COEs foi impressionante este ano. O estoque desses papéis, segundo dados da Cetip, pulou de R$ 3,9 bilhões no começo do ano para R$ 7,5 bilhões em novembro, um salto superior a 92%. A tendência é que caia nas graças dos investidores.

Fábio Zenaro, superintendente de produtos da Cetip, aponta pelo menos três vantagens dos COEs: flexibilidade operacional, acesso mais fácil a mercados sofisticados e proteção do capital principal aplicado. São instrumentos de risco que travam operações em múltiplos segmentos, como dólar, ações, índices futuros, derivativos e commodities. Se o investidor acredita que o dólar possa dar uma nova arrancada em 2016, monta com o gestor operação que assegura a maior parte da alta. Se, ao contrário, a moeda cair, pelo menos não perderá o capital aplicado. De acordo com Zenaro, 98% do total do estoque de COEs refere­se a aplicações de capital protegido.

A maior parte das operações têm prazo superior a dois anos, o que denuncia, segundo ele, a prevalência de estratégias de longo prazo destinadas a ganhar prêmios além da variação do IPCA. “Mas há COEs, sobretudo os cambiais, com prazo entre 90 e 180 dias”, diz. O resgate antecipado, antes do vencimento programado, não é simples. Como o gestor terá de desmontar a operação, a garantia de proteção do principal pode não ser atendida. O COE sofre a mesma tabela de imposto de renda incidente sobre os ativos de renda fixa e o investimento não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por isso, é importante avaliar o risco de crédito associado ao emissor do papel.

Rudolf Gschliffner, superintendente de private banking do Santander, defende, para perfis moderados, a destinação de 5% da carteira aos COEs, cambiais ou não. “Com esse produto, o investidor não assume uma exposição direta ao câmbio, mas pode alavancar uma rentabilidade bem superior ao CDI”, diz. Do estoque total registrado em novembro na Cetip, cerca de R$ 7,5 bilhões, a maior participação é de COEs atrelados a índices de inflação, com 43,73%. Os cambiais vêm depois, com uma fatia de 22,57%, seguidos pelos atrelados a índices de ações internacionais e nacionais, com 12,61% e 10,18%, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico (28/12/15)

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