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Comissão do Senado abre sessão para votar reforma trabalhista

06 junho 2017

FONTE: VALOR ECONÔMICO
Por Fabio Murakawa | Valor BRASÍLIA

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deu início pouco depois das 10 horas aos trabalhos da sessão em que será votado o relatório da reforma trabalhista elaborado por Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O senador tucano recomenda a aprovação, sem alterações, do projeto advindo da Câmara dos Deputados, que modifica mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A expectativa até o início da sessão desta terça-feira da comissão era a de uma aprovação apertada do relatório apresentado na semana passada pelo senador, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), e que será votado na sessão de hoje no colegiado. Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) prometeu no início da sessão que a reforma trabalhista tramitará normalmente nas três comissões previamente acertadas entre base e oposição – além da CAE, a de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ), na qual ele é relator. Segundo técnicos do Senado, se o texto passar por todas as comissões dentro dos prazos mínimos regimentais, a previsão é que a reforma vá a plenário na última semana de junho.

Paim
O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou voto em separado – uma espécie de parecer paralelo ao do relator da matéria – em que recomenda a rejeição integral do projeto da reforma trabalhista aprovada em 27 de abril pela Câmara dos Deputados (CAE).
“Efetivamente, a suposta reforma constitui um verdadeiro atentado ao combate à pobreza e às desigualdades sociais”, disse em seu voto, apresentado na forma de um livreto com 51 páginas. “ Ao configurar-se como um instrumento inafastável de precarização e de retirada dos direitos sociais historicamente conquistados pelo trabalhador brasileiro, consisiste em uma avenida para o aumento das desigualdades, da pobreza e da marginalização.” Além de Paim, as senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Matta (PSB-BA) também pretendem apresentar voto em separado.

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