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Em 2017, portos estarão “prontos”

10 setembro 2014

GUIA MARÍTIMO

Futuro dos portos no Brasil envolve tratamento de resíduos e geração de energia

O Ivig (Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais), vinculado ao Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, prevê que a maioria dos portos administrados pelo governo federal estará “dentro da linha” nos próximos três anos no que se refere ao tratamento de resíduos e efluentes. Segundo o coordenador do Instituto, professor Marcos Freitas, antes desse prazo, alguns portos deverão gerar sua própria energia.
Por meio do PPE (Programa de Planejamento Energético) da Coppe, o Ivig desenvolve para a SEP/PR (Secretaria de Portos da Presidência da República) o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes, envolvendo 22 dos 33 portos sob administração federal em todo País.
A primeira fase do programa foi encerrada no fim do ano passado, e alcançou investimentos de R$ 16 milhões no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Em andamento, a segunda fase, também com custo avaliado em R$ 16 milhões, tem conclusão prevista para o fim do primeiro semestre de 2015. Um dos resultados do programa são 22 manuais de boas práticas portuárias, com diagnóstico e orientações para cada porto. Levantamento feito pelos pesquisadores identificou que os 22 portos participantes do programa geraram em 2013 cerca de 5,3 mil toneladas de material reciclável convencional, como madeira, papel e resíduos ferrosos. Conforme os dados, se esse volume tivesse sido comercializado teria gerado para os portos cerca de R$ 2 milhões.

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