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GIG e CNF: Oito grandes operadoras estrangeiras integram os consórcios e preparam-se para a disputa

23 setembro 2013

FOLHA DE SP

Apesar de restrições já apontadas ao edital que entregará Confins (MG) e Galeão (RJ) ao setor privado, o governo federal contabiliza seis interessados em concorrer pelo comando desses dois aeroportos.

A Folha teve acesso à lista de possíveis concorrentes. A relação do Executivo engloba algumas das maiores operadoras de aeroportos do mundo, como as de Paris, Frankfurt, Amsterdã e Londres.

Do total, quatro são mencionados na relação oficial com o status de participação mais garantida. Ainda há dúvidas técnicas quanto aos dois consórcios restantes.

Na última quarta-feira, o TCU (Tribunal de Contas da União) liberou a concessão dos dois aeroportos, mas apontou ressalvas. O cumprimento de algumas obrigações impostas pelo tribunal vai atrasar a data prevista para o leilão, 31 de outubro.

Os ministros do tribunal entenderam que o governo impôs cláusulas que vão restringir a competição no certame: a que determina um sócio operador com experiência em operação de aeroporto com 35 milhões de passageiros ao ano e a que limita em 15% a participação de operadores aeroportuários privados nacionais nas empresas.

Determinaram que governo faça uma justificativa adequada para essas regras e a inclua no edital.

Se confirmados os seis interessados, o leilão contará com a metade dos concorrentes do leilão anterior, quando foram privatizados os aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF).

Garantir concorrentes é hoje uma das maiores preocupações do Executivo desde de o decepcionante resultado do leilão de rodovias na sexta-feira passada. O trecho da BR-262 (MG-ES) não atraiu nenhum investidor.

CONCORRENTES

Na relação do Executivo, as operadoras ADP e Schipol (França/Holanda) disputariam o certame de outubro associadas com as nacionais Carioca Engenharia e GP. Já a operadora Changi (Cingapura) concorreria ao lado da Odebrecht.

O mesmo ocorreria com a alemã Fraport, associada com a Ecorodovias, e as operadoras dos aeroportos de Munique e Zurique, em parceria a local CCR.

Esses quatro consórcios disputaram, e perderam, o leilão dos aeroportos em fevereiro do ano passado. O Palácio do Planalto ainda vê outros dois consórcios com interesse, embora em menor grau que os quatro anteriores: a operadora ADC&HAS (EUA), associada com as construtoras Fidens e Galvão e a operadora nacional Libra; e a BAA/Ferrovial (Espanha/Inglaterra) com a Queiroz Galvão. Ambas também disputaram em 2012.

Outras empresas que sondaram participar no leilão anterior, como uma Indiana e uma Australiana, estão tentando conseguir parceiros aqui. Além disso, os atuais operadores nacionais estão ainda tentando mudar as regras para entrar no leilão como controladores, o que está proibido.

O atual interesse no leilão dependerá de não haver surpresas nas regras que serão colocadas no edital. Algumas empresas já solicitaram regras específicas para os aeroportos -como a proibição de competição entre os aeroportos de Pampulha e Confins, em MG, competirem- para participar.

A situação dos aeroportos é considerada no mercado diferente das rodovias. Na semana passada, o primeiro leilão do setor não teve interessado para um dos lotes. No caso dos aeroportos, há interesse de grandes operadores internacionais no negócio, o que ajudaria a garantir a competição.

Além disso, é considerado um negócio de menor risco e mais promissor que as outras concessões do governo brasileiro.

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