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Ministros vão buscar sócios para a Infraero

09 outubro 2012

Estadão

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, embarca hoje para a Europa, acompanhada de uma extensa comitiva, em busca de uma grande operadora internacional para participar da gestão de aeroportos brasileiros. Depois de semanas de intenso debate sobre o melhor formato para a participação da Infraero na administração do Galeão (RJ) e de Confins (MG), a presidente Dilma Rousseff não definiu o novo modelo, mas fechou questão: quer uma empresa internacional de grande porte no Brasil.

Gleisi conduzirá as reuniões com as empresas que administram aeroportos europeus, como a Fraport (Frankfurt), a francesa Aéroport de Paris (Charles de Gaulle), a BBA, que administra Heathrow (Londres), e a Schipol, que opera o aeroporto de Amsterdã. A agenda prevê ainda conversas com administradoras portuárias, para definir um modelo que melhore a eficiência dos portos brasileiros.

Os ministros Wagner Bittencourt (Secretaria de Aviação Civil), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Leônidas Cristino (Portos) acompanharão Gleisi, além dos presidentes da Infraero, Gustavo do Vale, do BNDES, Luciano Coutinho, e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

No início da próxima semana, o grupo apresentará os resultados da viagem a Dilma. E, aí, serão retomadas as discussões para incorporar ou não as novas propostas. “Estamos indo fundamentalmente para termos referências de boas práticas nessa área e para que a gente finalize a concepção do programa de aeroportos e portos que estamos para anunciar”, disse Figueiredo.

Gleisi também acredita que as conversas ajudarão o governo a fechar o pacote. “Já temos estudado bastante os modelos de outros países, mas claro que estar lá olhando, conversando com os atores que fazem o dia a dia da administração portuária e aeroportuária, que é referência no mundo, é importante para nós.”

Modelos. A definição do modelo de concessão para os aeroportos provocou uma disputa interna. Na mesa de discussão existem basicamente duas propostas. A primeira é convencer uma grande operadora internacional a ser sócia minoritária da Infraero. A segunda seria ajustar o modelo adotado na concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, onde a estatal ficou como sócia minoritária dos consórcios. Neste caso, a concessão seria por 20 anos. A privatização pura e simples foi cogitada, mas não chegou a se tornar uma alternativa.

O modelo usado nos três aeroportos que passaram à iniciativa privada em fevereiro foi bastante criticado, por ter deixando os empreendimentos nas mãos de operadores menores. Figueiredo, da EPL, pondera que o modelo pode ser melhorado. “Não tem nada que não possa ser aperfeiçoado. Queremos buscar a melhor prática e o melhor modelo.”

Papel do Estado. A divulgação do novo pacote de portos e aeroportos deve ficar para a segunda semana de setembro. Havia uma previsão de anúncio no dia 5 de setembro, descartada diante da decisão de se buscar uma operadora internacional. Dilma quer chegar a uma modelagem que dê dimensão real do papel da Infraero. A estatal defendeu sua posição majoritária para administrar esses aeroportos com a contratação de uma empresa para assumir os serviços de preservação e manutenção. No entanto, foi levantada a dúvida sobre a capacidade da empresa de fazer um planejamento estratégico.

O que ainda não se sabe é qual o nível de interesse dessas empresas no Brasil. “Vamos em busca da realidade, do pé no chão. Temos de checar se há ou não interesse e que preços deveriam ser praticados para valer a pena investir na gestão de aeroportos no País”, disse um interlocutor. / COLABOROU ANNE WARTH

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