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Novo Sinapi e suas funções

10 setembro 2014

SINDUSCON – PA

SINAPI foi implantado em 1969 pelo BNH – Banco Nacional da Habitação, com o objetivo de oferecer ao setor de construção civil, informações referentes ao acompanhamento dos custos e índices.

Em 1994 o Conselho Curador do FGTS determinou ao Agente Operador – CAIXA a uniformização dos procedimentos das áreas de engenharia, em âmbito nacional, para projetos lastreados com aquele recurso. Assim, a CAIXA remodelou o SINAPI, ampliando sua área de utilização para Habitação, Saneamento, Infra-Estrutura Urbana e Rural, Desportos, dentre outros empreendimentos.

A produção dos resultados é realizada mensalmente pelo IBGE – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A manutenção de sua base técnica de engenharia, base cadastral de coleta e métodos de produção, compete ao IBGE e à CAIXA.

As séries mensais de custos e índices SINAPI referem-se ao custo do metro quadrado de construção no canteiro de obras considerando-se os materiais e a mão-de-obra (aos salários são acrescidos os encargos sociais totalizando 122,82%). Não estão incluídas as despesas com projetos em geral, licenças, seguros, administração, financiamentos, equipamentos mecânicos (elevadores, compactadores, exaustores, ar condicionado e outros). Também não estão envolvidos os lucros da construtora e da incorporadora.

O SINAPI calcula custos para projetos residenciais e comerciais. Para tanto, são relacionados os serviços desenvolvidos durante a execução de uma obra. Conhecendo-se os materiais e suas respectivas quantidades, bem como a mão-de-obra e o tempo necessário para realização de cada serviço (composições técnicas), é possível, tendo-se os preços e salários, calcular o seu custo. Somando-se os custos de todos os serviços determina-se o custo total de construção relativo a cada projeto. Um mesmo serviço pode ser executado segundo diferentes especificações que atendem a quatro padrões de acabamento: alto, normal, baixo e mínimo.

Os projetos, relação de serviços, especificações e composições técnicas constituem a base técnica de engenharia do Sistema.
A partir da ponderação dos custos de projetos residenciais no padrão normal de acabamento, são calculados os custos médios para cada Unidade da Federação (UF). Ponderando-se os custos das UF’s são determinados os custos regionais e a partir destes, o custo nacional. Estes custos dão origem aos índices por UF, Região e Brasil.

Desde sua implantação as séries de custos e índices sofreram várias descontinuidades, ora devido às atualizações das referências técnicas do Sistema, ora devido aos planos econômicos. A série mais atual, tem início em janeiro/99 (base dez. 98 = 100) incorporando as mais recentes modificações realizadas pela CAIXA na base técnica de engenharia do SINAPI, destacando-se: novo conjunto de projetos, atualização na relação dos serviços e respectivas medições, especificações e composições técnicas.

Para a realização destes cálculos, a rede de coleta do IBGE pesquisa mensalmente preços de materiais de construção e salários das categorias profissionais, junto, respectivamente, a estabelecimentos comerciais, industriais e sindicatos da construção civil, nas 27 capitais da Federação.

O SINAPI apresenta um largo campo de aplicações, tais como: execução e análise de orçamentos, estimativas de custos, programação de investimentos, reajustamentos de contratos, etc.

Participe do 2ª Edição – Seminário Sicro Sinapi: Impactos dos Referenciais de Preço para as Obras de Infraestrutura

Data: 28/11/2014

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