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Pedido De Recuperação Judicial Dispara E Obriga Empresa Correr Para Evitar Falência

08 março 2016

Crise surpreende e arrasta mais empresários para a proteção judicial. A saída, segundo economista da Corporate Consulting, é buscar recuperadores de companhias para tentar escapar da falência sistêmica

Sem ajustes, metade das empresas vai desaparecer com o agravamento da crise

O volume de pedidos de recuperação judicial ganhou impulso neste início de ano e superou até os prognósticos mais pessimistas. No primeiro bimestre foi 116,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Foram 251 ocorrências contra 116 apuradas entre janeiro e fevereiro de 2015. O resultado é o maior para o acumulado do primeiro bimestre desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências (junho/2005).Com o agravamento da crise, “pelo menos metade das companhias em crise vai dasaparecer do mapa nos próximos dois anos”, prevê o economista Luis Alberto Paiva, presidente da Corporate Consulting, uma das mais ativas no mercado de reestruturação corporativa.

A maioria das empresas que buscam no momento saídas para a crise já chega em estágio terminal. Demoraram para tomar as medidas necessárias, não fizeram a lição de casa e procuram proteção na Lei de Recuperação Judicial apenas para ganhar tempo na luta contra a falência, observa o consultor.
Na média, a dívida das empresas em fase falimentar já supera em quatro vezes a sua capacidade de pagamento com a geração do fluxo de caixa. “Os passivos não podem ser liquidados no curto prazo, por falta de caixa na maior parte das empresas e o elevado risco de crédito afasta os credores. Os impostos não podem ser postergados, pois as formas de cobrança e penhoras utilizados pelo Estado e União estão cada vez mais eficazes. Já a redução do quadro de pessoal acarreta um alto custo rescisório e o capital de giro formado por capital de terceiros como bancos e fornecedores estão cada vez mais reduzidos. É um cenário de pesadelo sem fim”, aponta Paiva. Opções como aumento de preços em um mercado com demanda em queda ou redução de valores junto à sua cadeia de fornecedores tornam-se cada dia mais limitadas, o que dificulta em muito a possibilidade de manobra por parte de gestores, acrescenta o economista.

O desafio de recuperar uma empresa aumentou de forma inédita no Brasil. “A demanda reprimida, aliada à elevada inadimplência, falta de crédito e juros altos, obriga os recuperadores especializados em turnaround ou virada corporativa a buscar de forma acelerada a readequação da empresa ao novo ponto de equilíbrio operacional, em um cenário que se deteriora a cada dia”, acrescenta Paiva.

Fazer a sintonia fina em um ambiente empresarial que recebe pressões de todos os lados tem sido uma missão quase impossível para executivos especializados na Gestão de Crise. Gerir crise é conciliar as partes relacionadas com funcionários, fornecedores, bancos, sócios, governo e clientes, na busca de novos valores que possibilitem a sobrevivência e depois o crescimento da companhia. Como a operação não pode parar, é preciso muita criatividade”.

Não será surpresa se metade das empresas nacionais simplesmente desaparecer nos próximos dois anos. Muitas enfrentam queda de até 60% no volume de vendas, não tem mais crédito para rolar dívidas, enfrentam dificuldades para pagar funcionários, fornecedores e impostos. Poucos irão escapar da crise. Nem trabalho árduo, ajustes pontuais ou muito menos cortes generalizados de custos são suficientes para manter o fôlego das empresas em um ambiente de forte retração econômica”, acrescenta Paiva.

Mas não precisam cair no desespero, diz Paiva . “O mercado de turnaround no Brasil está mais maduro, novos instrumentos de proteção foram criados e existem bons profissionais em gestão interina capazes de resolver os problemas de sufoco financeiro”, assinala o economista da Corporate. “São boas as chances de salvação para as companhias descapitalizadas que pretendem corrigir seus problemas de contarem com profissionais experientes em renegociar dívidas com os bancos, fornecedores e em adotar planos para destravar as operações”, acrescenta Paiva.

“Não existem linhas de crédito. As empresas procuram se ajustar ao novo quadro econômico. Para tanto, precisam contar com ajuda externa para garantir financiamento ao projeto de reestruturação e promover a gestão de crise”, avalia o economista especializado em “distress”.

O grande diferencial da Corporate Consulting é a garantia de que as operações da empresa em dificuldades serão destravadas por meio da injeção de capital próprio ou através de fundos de investimentos e bancos com quem mantém parcerias. A Corporate utiliza diversas armas legais para recolocar as finanças nos eixos. Após diagnóstico, identifica aquelas com potencial de reverter a situação de crise e injeta capital próprio para resolver pontos críticos, como folha de pagamentos, fornecedores de insumos e matérias prima de forma a retomar a produção. Assume a gestão financeira para garantir que o Plano de Recuperação seja cumprido. Como gestora interina, controladores delegam o gerenciamento de contas a receber e a pagar e deixam temporariamente a administração a cargo dos profissionais da Corporate. Em muitos casos ajuda na preparação da empresa que decide partir para a Recuperação Judicial. Elabora Plano de Recuperação para aprovação da assembleia de credores e após a sua aprovação toma todas as medidas legais para cumprir os pagamentos.

Como avalista dos programas de reestruturação de empresas, um dos diferenciais da Corporate é ter livre trânsito junto aos bancos, o que facilita a montagem dos planos de negociação de dívidas. Ter credibilidade junto ao sistema financeiro é fundamental para ser ouvido e obter melhores condições financeiras nos processos de renegociação de dívidas.

-A grande sacada é o empresário utilizar uma consultoria no processo de recuperação judicial que já tenha boa reputação com os credores que,normalmente, não acreditam mais nos sócios das empresas, lembra Luis Alberto de Paiva, presidente da Corporate Consulting. “Nosso modelo consiste em propor e custodiar uma recuperação judicial estendida por cerca de 15 anos, o que dá fôlego para as companhias pagarem seus passivos e retomarem as suas atividades diárias, além de evitar a perda de milhares de empregos. O trabalho também envolve a negociação com credores de deságios que chegam a 60% e captação de investimentos para a empresa retomar sua produção”, acrescenta Paiva.

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