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Petros barra recuperação judicial da Sete Brasil

11 fevereiro 2016

O fundo de pensão da Petrobras, a Petros, atuou em defesa da sua patrocinadora para evitar que a empresa Sete Brasil entre com pedido de recuperação judicial e, assim, pressione a Petrobras para fechar contrato de construção e operação de embarcações que serão instaladas no pré-sal, segundo fonte a par das negociações.

A discussão sobre o pedido de recuperação começou a ser tratada na última segunda-feira, dia 18, em reunião dos sócios, entre eles a Petros, e prosseguiu até esta terça-feira, 19. Ao fim do dia, a proposta foi derrubada.

Ao iniciar um processo de negociação com credores e suspender pagamentos, a Sete Brasil esperava sensibilizar a Petrobras e o governo para a necessidade de fechar o acordo e evitar a demissão em estaleiros onde já estão em obra seis embarcações.

A Sete Brasil foi criada por iniciativa da Petrobras para que desse conta de 28 sondas do pré-sal. Sem dinheiro em caixa, a petroleira, no entanto, reduziu o número de embarcações para 15 e ainda ameaça importar todos os equipamentos para aproveitar as baixas taxas de afretamento no mercado internacional.

Contra a Sete Brasil ainda pesam as denúncias de corrupção que vieram à tona na Operação Lava Jato. O receio de assinar contrato com uma fornecedora envolvida em escândalos de desvio de recursos está levando o pessoal técnico da Petrobras a postergar indefinidamente as negociações, disse a fonte.

Por isso, a proposta de alguns dos sócios de entrar com o pedido de recuperação judicial e forçar a petroleira a concluir o acordo, antes que o semestre se encerre e o dinheiro de custeio se esgote.

Há 14 meses a empresa não paga estaleiros, carrega dívida de R$ 14 bilhões com bancos, que se somam aos R$ 8,3 bilhões investidos sem retorno.

Na reunião de hoje, os sócios Petros e Santander argumentaram que a recuperação judicial apenas pioraria a já frágil condição financeira da Sete Brasil, que não possui ativo para negociar com credores.

A Petrobras e o FI-FGTS se abstiveram, alegando conflito de interesse. Os demais sócios são os bancos Bradesco e BTG Pactual e os fundos de pensão da Vale (Valia), Caixa Econômica (Funcef) e Banco do Brasil (Previ).

A aprovação da recuperação dependia do voto favorável de 85% dos cotistas do fundo de investimento controlador, o FIP Sondas.

Sem a adesão, a proposta não poderá mais ser levada à assembleia de acionistas que acontecerá quinta-feira, 21, como planejado. Mas há chance de o tema voltar a debate daqui a um mês.

Fonte: Lock Medeiros Advogados Associados (21/01/16)

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