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Profundo futuro

29 agosto 2013

PETROBRAS

Do fundo do mar – mais precisamente, das profundezas da camada pré-sal –, emerge a constatação: o Brasil apresenta-se, na segunda década do século 21, como um dos principais eldorados para os investimentos no setor petrolífero. Entre 2000 e 2010, as reservas provadas de petróleo e gás natural brasileiras avançaram 68,5%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), passando de 9,854 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) para 16,609 bilhões. Na última década, o Brasil também conquistou a liderança global em descobertas de novas reservas,  segundo levantamento da consultoria internacional IHS Cera. Considerando volume e número de poços com mais de 1 bilhão de barris, 11 das 35 maiores descobertas globais se deram no País, que superou inclusive nações do Oriente Médio, tradicionalmente reconhecidas por abrigar as maiores jazidas do planeta.

“O pré-sal é um divisor de águas para o Brasil. Tem potencial para se tornar um grande diferencial em termos de adição de reservas e crescimento da produção futura. Em muitos aspectos, os astros estão se alinhando para o País e, claro, para a Petrobras. Ancorado no sucesso da companhia, o Brasil está pronto para reforçar a sua posição como líder em tecnologia de águas profundas e um importante exportador de petróleo”, acredita John Robinson West, fundador e atual CEO da renomada consultoria PFC Energy. 

Em um contexto em que as principais companhias mundiais enfrentam dificuldades em encontrar novas jazidas, o pré-sal faz o Brasil caminhar na direção contrária. De acordo com os dados da ANP, os indícios de hidrocarbonetos informados pelas petroleiras que atuam no País chegaram a 960 na década passada. Somente entre 2005 e 2010, estes informes dobraram: passaram de 75 para 149 por ano. Embora muitos deles não revelem necessariamente reservas comercializáveis, o ritmo acelerado de novos achados serve como um termômetro do crescimento do setor. Embora o Brasil ainda esteja bem longe dos países árabes, tudo leva a crer que deve rapidamente se aproximar das primeiras posições. O otimismo se sustenta ainda mais levando-se em conta que a maior parte das descobertas do pré-sal ainda não foi contabilizada entre as atuais reservas  provadas. O volume total estimado só dos campos de Libra e Franco pode chegar a 13 bilhões de barris, de acordo com avaliação da certificadora Gaffney, Cline & Associates, contratada pela ANP para avaliar as acumulações do pré-sal – praticamente o mesmo que a Petrobras descobriu nas áreas já licitadas pela União.

Maior achado petrolífero já encontrado no Brasil, o prospecto de Libra pode conter de 3,7 bilhões a 15 bilhões de barris, sendo mais provável um total de 7,9 bilhões. Outras  descobertas ainda em fase de testes pela Petrobras, como as áreas de Lula e Cernambi (reservas estimadas de 5 a 8 bilhões de barris), Iara (estimativa de 3 a 4 bilhões) e Guará (cerca de 1 bilhão a 2 bilhões), bem como outros campos do pré-sal localizados na Bacia de Campos (com estimativas entre 1 e 2 bilhões), tiveram, até agora, apenas uma pequena parcela incluída entre as atuais reservas provadas. “Acredito que o Brasil
desempenhará um papel cada vez mais importante no mercado global de energia. Baseados em nossos números, podemos dizer que será o terceiro país mais importante em termos de crescimento de oferta até 2035, atrás apenas da Arábia Saudita e do Iraque”, diz Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), corroborando as palavras de West.

O potencial brasileiro para petróleo e gás natural, no entanto, não se restringe ao pré-sal nas Bacias de Santos e de Campos. Produzido pela ANP, o “Plano Plurianual de Estudos Geológicos e Geofísicos” mostra outras fronteiras exploratórias. “Uma das áreas de maior potencial é a chamada Margem Equatorial, que vai da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, até a foz do Rio Amazonas, região análoga à costa oeste africana, onde recentemente houve grandes descobertas de petróleo. As bacias brasileiras da margem equatorial podem apresentar potencial similar ou até superior às africanas”, acredita Haroldo Lima, diretor-geral da ANP.

Onde está o pré-sal?
O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para geração e acúmulo de petróleo. É chamado de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal pode chegar a mais de 7 mil metros. As maiores descobertas de petróleo no Brasil foram feitas pela Petrobras na camada pré-sal localizada no litoral entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, a uma distância de cerca de 300 quilômetros da costa.

Qual o potencial do pré-sal?
O pré-sal pode permitir ao Brasil se tornar um dos principais produtores mundiais de petróleo e gás natural. Somente a Petrobras tem planos de produzir 3,95 milhões de barris de óleo por dia no Brasil em 2020, sendo 1,078 milhão de barris provenientes
do pré-sal.

Crescimento a reboque

É impossível dissociar o crescimento do setor de energia brasileiro da atuação da Petrobras, que expandiu, de forma significativa, seus investimentos em exploração, produção e desenvolvimento de tecnologias nos últimos anos. Em 2010, a produção de petróleo e gás da empresa cresceu 2,3% em relação a 2009, chegando à marca de 2,583 milhões de barris de óleo equivalente por dia em suas operações no Brasil e no exterior.

“Outras áreas tradicionalmente produtoras no país também cresceram. Hoje, poucas empresas têm um nível de reposição de reservas semelhante ao da Petrobras”, destaca Carlos Eugênio da Resurreição, gerente-geral de Reservas e Reservatórios da companhia. “Em 2010, para cada barril de óleo equivalente extraído no Brasil foram apropriados 2,40 barris de óleo equivalente, resultando em um Índice de Reposição de Reservas de 240%. trabalhamos para incorporar reservas que compensem a produção, o que aumenta o fator de recuperação total, que hoje está em 31%”, argumenta.

Fatih Birol resume: “A Petrobras pode se orgulhar de sua reputação de sofisticação tecnológica em operações de águas profundas, tornando-a líder mundial na área. A empresa já é uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, mas é provável que desempenhe um papel ainda maior no futuro.”

Mais investimentos à frente

No fim do ano passado, o governo brasileiro sancionou o novo marco regulatório para exploração de petróleo na camada pré-sal, estabelecendo o mecanismo de partilha da produção. A lei aprovada pelo Congresso Nacional também determinou a Petrobras como operadora única dos blocos, com uma participação mínima de 30% nos consórcios formados. Turbinada pela recente oferta pública de ações, quando realizou a maior operação de aumento de capital na história mundial ao levantar R$ 120 bilhões pela emissão de mais de 4 bilhões de ações, a Petrobras atualmente executa o plano de Negócios 2010-2014, que prevê investimentos de US$ 224 bilhões.

A operação teve resposta rápida. No início do ano, a Petrobras foi alçada à terceira colocação no ranking “PFC Energy 50”, da consultoria norte-americana de energia PFC Energy, que lista as maiores empresas do setor em valor de mercado.Avaliada em US$ 228,9 bilhões, a companhia ficou atrás apenas da ExxonMobil (EUa) e da PetroChina (China). Em sua análise sobre o ranking, a PFC Energy destaca o crescimento contínuo da empresa brasileira, que pulou da 27ª colocação em 1999, ano da primeira edição, para a posição atual.

“A importância crescente da Petrobras se compara à ascendente influência política e econômica dos países emergentes. Vivemos em um mundo multipolar, onde o papel de países como o Brasil continuará a crescer”, diz West, da PFC Energy. “A empresa certamente vai se colocar entre as principais do setor até 2015. A companhia está dando os passos corretos rumo ao crescimento”, completa.

 

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