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PÚBLICO ALVO DO COE DEVEM SER ÁREAS DE PRIVATE BANKING E ALTA RENDA

25 setembro 2013

ESTADO DE SP

O COE não vai concorrer com estruturas de varejo como CDB e letras financeiras, uma vez que é um produto customizado, ou seja, é preciso casar o interesse do emissor e do investidor. Segundo Fábio Zenaro, gerente executivo de Novos Negócios da Cetip, o público do novo instrumento são as concorridas áreas de private banking e alta renda das instituições bancárias, cujos investidores estão sempre atrás de diversificarem suas aplicações. Há ainda, conforme ele, um possível apelo para o segmento institucional. Segundo Zenaro, o COE é interessante, pois preenche uma lacuna ao ser uma opção intermediária entre renda fixa e variável.

“Sempre há um período de amadurecimento do produto. Num cenário de juros baixos, particularmente, há muito apelo para o COE”, avalia Zenaro, acrescentando que, apesar das recentes elevações na taxa Selic, a tendência é de juros mais baixos o que faz com que os investidores buscam mais opções para diversificarem seus investimentos.

Sobre a possibilidade de fundos de investimento adquirem esses papéis, um executivo de uma gestora de recursos diz que, a princípio, esses veículos não devem adquirir COE. Isso porque um dos benefícios do produto deve ser economia tributária por meio do “empacotamento” de duas ou mais operações, como título público conjugado com uma operação de swap, o que não ocasionaria vantagens para os fundos. A incidência, cálculo e recolhimento de impostos ocorrerá apenas sobre o COE e não individualmente sobre cada operação como ocorre atualmente.

Lauro Campos, Superintendente de Análise de Crédito da SulAmérica Investimentos, considera que o certificado em si não gera apelo adicional à seguradora. “É mais um título emitido por uma instituição financeira e não altera os limites de crédito que já temos definido para cada uma delas, ou seja, o instrumento isoladamente não nos levará a adquiri-lo se não estiver enquadrado nos critérios de exposição e prazo estabelecidos para aquela instituição”, disse.

Campos observou ainda que é preciso mais informações sobre as condições em que o certificado será emitido para avaliar a atratividade do papel. Em termos de prazo por exemplo, fator relevante para gestores de recursos mais longos, por enquanto não houve definição do Banco Central. “A única coisa dita é que dois tipos de instrumento poderão ser emitidos, com capital protegido e com valor nominal em risco; para nós só optaríamos pelo capital protegido, em caso de investimento”, disse Campos.

O mercado aguarda circulares complementares à regulamentação divulgada semana passada pelo Banco Central por parte do próprio órgão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ainda o entendimento da Receita Federal sobre a tributação do COE. A autarquia do mercado de capitais informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, dentro da sua esfera de competência, está autorizada a estabelecer critérios para o COE, mas não informou se pretende fazê-lo. A Receita Federal disse que o assunto ainda está sendo estudado e que deve se pronunciar somente após a divulgação completa do normativo.

 

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