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Rotas de avião no eixo Rio-São Paulo devem ficar mais curtas

18 setembro 2013

CNT

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Comando da Aeronáutica, fará um redesenho das rotas que as aeronaves percorrem no eixo Rio-São Paulo, como parte de uma medida de modernização do sistema operacional de navegação. O mecanismo permitirá redução de distâncias, economia de tempo e de combustível.

Isso será possível com a adoção do chamado PBN (Navegação Baseada em Performance, da sigla em inglês), que utiliza o Sistema Global de Navegação por Satélite (SGNS). Diferente do modelo convencional, em que o controle da localização das aeronaves é feito por meio de equipamentos instalados no solo (o que exigia percursos mais extensos, de modo que as aeronaves passassem próximo a esses pontos), o SGNS permite que controladores de voo e pilotos obtenham informações sobre a exata posição da aeronave por meio de sinais emitidos por satélites. Com isso, a trajetória é mais direta, com menos variações.  

O conceito de PBN surgiu no final de 1999 na Icao (Organização da Aviação Civil Internacional, da sigla em inglês) para padronizar os sistemas de navegação aérea existentes no mundo. Ele aumenta a precisão e a segurança das operações. A consequência é que os percursos podem ser menores, com isso o gasto de combustível é mais baixo (reduzindo as emissões de gás carbônico), há menos emissão de ruídos e o espaço aéreo ganha capacidade. “Por exemplo, onde nós tínhamos quatro aerovias com uma distância maior entre elas, para garantia de segurança, poderemos criar a quinta, sem aumentar os riscos”, explica o adjunto do Subdepartamento de Operações do Decea, coronel Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira.

Segundo o coronel, a tecnologia está em análise desde 1998. Mas o modelo começou a ser implementado somente em 2010 no Brasil, devido à necessidade de adaptação das aeronaves às novas tecnologias. Os primeiros testes foram feitos a partir de Brasília. Como hoje aproximadamente 85% dos aviões que trafegam no eixo Rio-São Paulo já possuem o equipamento necessário, o processo está em ampliação. Os resultados variam de acordo com o voo, mas as experiências já demonstram que uma economia de até 10 minutos nas viagens, o equivalente a 100 km de distância a menos. E considerando que, em média, uma aeronave consome, a cada hora, aproximadamente, 2.000 kg de combustível, a cada dez minutos a menos de voo são economizados 330 kg de combustível.

Com a adoção do sistema no Sudeste do país, ao todo dez aeroportos serão afetados com a redefinição dos caminhos aéreos: Congonhas Cumbica e Campinas, no estado de São Paulo; Santos Dumont e Galeão, no Rio de Janeiro; Brasília; Vitória, no Espírito Santo; Curitiba, no Paraná; e Pampulha e Confins, em Minas Gerais.

As demais rotas aereas devem ser adaptadas a partir do ano que vem, mas somente depois da Copa do Mundo. Conforme Oliveira, o período deve ter uma demanda atípica, por isso é importante que os controladores de voo estejam adaptados a este sistema nas regiões de maior demanda. Passado o mundial, a tecnologia e a capacitação será levada a outras regiões do país.

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