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Sistema para registro de opções traz novas alternativas para as instituições financeiras

11 setembro 2013

CETIP

Na próxima semana, as instituições financeiras terão um novo sistema de registro de Opções de Ações com facilidades e possibilidades de operações. Dentre as implementações estão disponíveis a captura automática das cotações das ações; a identificação dos proventos e o ajuste automático dos preços de exercício; a indicação de proteção ou não contra provento em dinheiro; a possibilidade de pagamento de rebate de prêmio. Essas mudanças foram desenvolvidas para atender às demandas das instituições. Para Alexandre Chiofetti, executive director da Área de Derivativos do JP Morgan, as implementações representam um grande avanço e estão em linha com o mercado. “Os bancos sempre debateram o registro de opções com perfis de retorno distintos. Opções com barreira em ações são um dos derivativos de ações mais negociados no mundo e não existia uma forma simples e transparente de registrá-los”, diz.

O potencial do mercado de opções, segundo Chiofetti, é extremamente grande, especialmente no segmento de balcão, onde a CETIP atua. “Nos países desenvolvidos, a proporção de derivativos de balcão é substancialmente maior do que no Brasil. A expectativa é que estes números fiquem mais próximos, isto é, que globalmente as operações migrem para bolsas e, no Brasil, que exista um número maior de operações de opções de balcão”, ressalta. De maneira geral, as expectativas para o mercado são promissoras. Na análise de Chiofetti, com a queda dos juros, investidores deverão procurar novas alternativas de investimentos e isto, fatalmente, passará pelo mercado de opções. Além do fator da queda dos juros, esse crescimento também deverá ser impulsionado por uma queda na volatilidade do mercado brasileiro, o que facilitaria a entrada de investidores estrangeiros.

Para Paulo Waack, head da Mesa de Estruturação do Bradesco, a reformulação do sistema da CETIP é um passo importante para o sucesso da negociação de produtos estruturados. Ele acredita que os bancos terão mais produtos para negociar, os clientes terão acesso a novos mercados e a operações customizadas e o mercado, como um todo, ganhará liquidez, fator importante na formação de preços justos para os participantes. Waack também aposta no crescimento do mercado de opções no futuro próximo, com o aumento do interesse dos bancos e de seus clientes, assim como aconteceu no mercado externo. “Quanto maior for o leque de alternativas para registro das opções, seja no aspecto do maior número de ativos-objeto possíveis, seja no aspecto da maior flexibilidade na estrutura das opções (com barreiras, limites, rebates etc.), maiores são as possibilidades de oferta de produtos aos clientes”, diz. Ele ressalta, contudo, que a quantidade de alternativas de investimentos para clientes no Brasil ainda não é o ideal, e que, se estratégias de opções flexíveis com renda fixa forem possibilitadas através de um único instrumento, a distribuição deverá ser bem maior e mais eficiente.

Nesse sentido, Waack alerta que o mercado aguarda a regulamentação do COE (Certificado de Operações Estruturadas) – segundo ele, um passo importantíssimo para o desenvolvimento do segmento. Ao comparar os produtos disponíveis no Brasil com os do exterior, Waack lembra que existe mais flexibilidade no mercado internacional, além da facilidade de negociá-los por intermédio das Notas Estruturadas. “No exterior, as opções podem ser negociadas de forma totalmente flexível para servir de lastro para as Notas Estruturadas. É esta flexibilidade que faz com que seja mais fácil criar produtos que atendam às demandas de mercado”, diz.

Para Chiofetti, o COE já é usado em larga escala no mundo e deve ter boa performance no mercado brasileiro. “No mercado externo há produtos estruturados na forma de dívida bancária como um instrumento único, em que o vendedor deste título – geralmente um banco – deve se proteger dos riscos, e, na maior parte dos casos, utiliza-se de opções para tal finalidade. Este fator também está por ser criado na forma do COE”, afirma.

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