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O desembarque da KKR

24 junho 2012

ISTO É DINHEIRO

Mais tradicional fundo de private equity americano contrata Henrique Meirelles e chega com US$ 1 bilhão para investir em infraestrutura.

Por Cláudio GRADILONE

Em maio de 1976, dois banqueiros de investimento americanos, Henry Kravis e George Roberts, foram jantar no restaurante italiano Joe & Rose, em Nova York. Ambos saíram de lá saciados e com uma ideia que mudaria o mundo das finanças. Por que não ir além da gestão de fundos e usar recursos próprios e de terceiros para comprar, amigavelmente, fatias de empresas com potencial e ajudá-las a crescer? Essa ideia foi o embrião de uma companhia de investimentos denominada Kohlberg, Kravis & Roberts, que criou o conceito de private equity. Mais de três décadas e US$ 62 bilhões depois, o fundo, hoje rebatizado para KKR, participa do capital de 73 empresas em 14 países. Agora, ele começa a prospectar oportunidades na América Latina, preparando seu desembarque no Brasil.

“Ainda estamos elaborando a estratégia. Em princípio, podermos investir US$ 1 bilhão”, diz Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, que foi contratado como conselheiro-sênior do fundo no Brasil na semana passada. O KKR é conhecido por ter dado algumas das maiores tacadas do mercado financeiro. Em 1987, o fundo adquiriu o controle do conglomerado RJR Nabisco por US$ 31,1 bilhões, no que seria, até 2004, a maior aquisição alavancada de uma empresa, após uma disputa acirrada com gigantes da época como Drexel, Burnham Lambert e Salomon Brothers. Em aquisições desse tipo, os compradores, em geral bancos de investimento, adquirem o controle de uma empresa aberta que está barata usando muito dinheiro emprestado. O raciocínio é que as empresas adquiridas podem melhorar com cortes agressivos de custos.

De olho na América Latina: George Roberts e Henry Kravis: 36 anos de experiência e US$ 62 bilhões em ativos geridos em 14 países.

Os lucros da nova empresa pagam as dívidas e as ações sobem, sendo revendidas com lucro. Embora atualmente esse negócio seja mais raro, a KKR permanece um participante de respeito no negócio do private equity. Seu desembarque, porém, terá de enfrentar um porto com fila de espera. A estratégia da KKR será realizar investimentos a partir de R$ 100 milhões em companhias já consolidadas. “Não estamos em busca de empresas iniciantes”, diz Meirelles, que vê com bons olhos os setores de infraestrutura e bancário. A dotação de recursos dos fundos de private equity internacionais em busca de ativos brasileiros está próxima de US$ 40 bilhões e os gestores já buscam empreendimentos conjuntos e empresas iniciantes para conseguir melhorar suas oportunidades no mercado.

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Data: 31/12/1969

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